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5 years ago

Herbert West Reanimator, H.P. Lovecraft

Herbert West Reanimator é uma história em seis partes, escrita por H.P. Lovecraft, publicada espaçadamente a partir de 1922. A primeira parte veio à tona na Home Brew I, sendo republicada na Weird Tales 36, n. 4, em 1942, após a morte de Lovecraft.

"Sobre Herbert West, que foi meu amigo na universidade e no pós-vida, posso falar apenas com extremo terror. Esse terror não se deve totalmente à aparência sinistra de seu desaparecimento recente, mas foi engendrado por toda a natureza do trabalho de sua vida e começou a ganhar uma forma mais grave há mais de dezessete anos, quando estávamos no terceiro ano de nosso curso na escola de medicina da Universidade Miskatonic, em Arkham."

A história é contada pelo ponto de vista de um narrador que não é identificado. Estudante de medicina, ele forma uma "amizade" com Herbert West, o protagonista do conto. West realiza experiências mórbidas com animais mortos, e desenvolve uma fórmula capaz de reanimar suas cobaias mortas; ele acredita, em sua mente, que essa fórmula será capaz de trazer seres humanos mortos à vida.

É em torno disso, das experiências de West, que o enredo se constrói, e ao passar do tempo vemos Herbert West enlouquecendo ao ponto de roubar corpos do necrotério e até mesmo matar um rapaz para realizar seus experimentos.

Herbert West Reanimator nos lembra Frankenstein de Mary Shelley, com West e Victor Frankenstein traçando um paralelo muito interessante: ambos médicos que buscam vencer a morte utilizando a ciência.

Até agora, acredito que este é o conto que mais gostei de Lovecraft, e indico a leitura.👻🍁🕸

Herbert West Reanimator, H.P. Lovecraft

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5 years ago

O Baile da Morte Vermelha, Edgar Allan Poe

O Baile da Morte Vermelha (título na edição da Darkside Books), de Edgar Allan Poe, conta uma história ocorrida há muitos anos em um país distante. A Morte Vermelha, segundo o narrador onisciente, dizimava a população de um reino. Sabe-se que a praga é horrível e, quem a pegasse, tinha o lado esquerdo do rosto e do corpo banhados de sangue, e a morte das vítimas se davam em 30 minutos. Por conta disso, era temida por todos.

"A Morte Vermelha há muito devastava o país. Nenhuma praga jamais fora tão fatal ou tétrica. Tinha no sangue seu avatar e seu selo - o horror escarlate do sangue. Provocava dores agudas, tonturas repentinas e, por fim, uma profusa hemorragia. As manchas vermelhas no corpo e sobretudo no rosto de suas vítimas eram os estandartes da peste, que assim os alijava de ajuda e compaixão alheias. O ataque, a evolução e o fim da doença duravam apenas meia hora."

Somente o príncipe Próspero não a temia, isolando-se em uma abadia, com mantimentos e pessoas para diverti-lo: nobres, músicos, atores e dançarinos. Passaram a viver em luxo, longe do país onde, do lado de fora, a Morte Vermelha assolava.

Todos passavam os dias despreocupados e em segurança, sem se importarem com a praga além dos portões.

Passado seis meses, o príncipe decidiu dar um grande baile de máscaras, para comemorar a forma que os nobres desafiaram o contágio. Foram distribuídas máscaras que misturavam horror com beleza, e por todos os cômodos o baile estava cheio de vida, enquanto do lado de fora o pesadelo imperava.

Porém, a Morte já estava dançando ao som dos músicos e entre os convidados, usando sua própria máscara que tanto amedrontava o príncipe.

O Baile Da Morte Vermelha, Edgar Allan Poe

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